Goiânia terá 80 homens da Força Nacional nas regiões noroeste e oeste

Pelo menos 80 integrantes da Força Nacional de Segurança reforçarão o policiamento ostensivo das regiões noroeste e oeste da capital a partir de 23 de junho. A chegada desses profissionais marcará o início da fase operacional do projeto piloto de enfrentamento à criminalidade violenta em Goiânia, uma das cinco cidades no País escolhidas para participar dessa iniciativa do Ministério da Justiça.

Segundo o coronel Aylon José de Oliveira Júnior, coordenador da força-tarefa do projeto em Goiânia, a escolha das duas regiões se baseou no fato delas terem apresentado ano passado os maiores índices de crimes de homicídio na capital. “E em 2019, apesar da redução desses índices, elas também se despontam como maiores”, diz Aylon, que é superintende de ações integradas e do centro integrado de comando e controle da Secretaria de Segurança Pública de Goiás. Segundo informações da pasta, de janeiro a abril de 2019, foram registrados 123 homicídios, montante 11,51% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram 139 casos.

De acordo com informações do Ministério da Justiça, para escolha das cidades participantes do projeto piloto foram considerados os critérios de ranqueamento da violência, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), além da aderência dos governos locais para recepção do projeto. Em 2017, a capital registrou uma taxa de homicídio de 33,62 mortes por 100 mil habitantes. Segundo informou o governo de Goiás, por meio de sua assessoria de imprensa, ter Goiânia entre os município selecionados ajuda no programa de governo de combate ao crime.

“Não existe segurança pública sem uma interligação direta com os municípios e os Estados. A inteligência das nossas Polícias Civil e Militar com a Polícia Federal tem dado um resultado impressionante em nosso Estado”, afirmou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), durante evento ontem em Brasília, onde foi anunciada oficialmente as cinco cidades que integrarão o projeto piloto.

Ao POPULAR, o coronel Aylon afirma que Goiânia já estava “um passo a frente das cidades do projeto piloto”. Segundo ele, a atuação integrada na área de segurança já é uma realidade. Ele explica, por exemplo, que há algumas situações em que o poder de polícia não pode resolvê-las sozinho. Exemplifica com casos de algum comércio irregular, que, se verificarem, os policiais não podem o embargarem. “Mas se vão os órgãos da Prefeitura, cada um faz sua participação.” Ele acrescenta ainda que a Guarda Municipal também já é uma parceira.

Mas essa integração entre as forças de segurança e a Prefeitura terá reforço. “Também vamos elencar problemas de roçagem, iluminação – que podem favorecer situações de insegurança – e a Prefeitura vai entrar com isso também.” O coronel diz que a força-tarefa que conduzirá esse trabalho localmente terá representantes de todas forças de segurança e do Paço..

O coordenador local da força-tarefa informa ainda que a implementação do projeto com foco em duas regiões não resultará em diminuição de efetivo no restante da cidade. “Vai dar um ‘plus’ (nas regiões noroeste e oeste) com essas equipes da força nacional. Nas outras áreas o policiamento permanece.”

As duas áreas a serem prioritariamente atendidas possuem ao todo 340 bairros. Entre os que integram a região noroeste estão Jardim Primavera e São Domingos. Entre os que compõem a região oeste estão Jardim Cerrado e Buena vista.

Na prática, ele diz que haverá uma presença maior do Estado nessas duas regiões, o que inclui as forças de segurança, órgãos da Prefeitura, a Força Nacional, além das viaturas fixas e policiamento que já têm por lá. “Hoje, só da PM, são 310 nas duas áreas”. Ele ainda revela que há possibilidade de ampliar o número de integrantes da Força Nacional neste período.

Fonte/foto: https://www.opopular.com.br/noticias/cidades/goi%C3%A2nia-ter%C3%A1-80-homens-da-for%C3%A7a-nacional-nas-regi%C3%B5es-noroeste-e-oeste-1.1799109



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