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Manifestações no Brasil: Os gritos das ruas ecoaram no Planalto - 25/06/2013

O Brasil está experimentando os efeitos das grandes e mobilizações e caminhadas em repúdio (a principio) ao aumento das tarifas do transporte coletivo. O movimento nacional iniciou-se em Goiânia (no começo do mês de maio) e espalhou país a fora. A forte repercussão em solo Tupiniquim aflorou também nas comunidades brasileiras em outros países a insatisfação pela forma da condução do país. Mas não é só isso, há uma clara mensagem da sociedade brasileira aos politicos, aos detentores do poder. É preciso fazer uma leitura mais aprofundada. O primeiro grito surgiu em Goiânia, mas acordou o resto do país e os brasileiros que vivem além mar, que agora gritam com muita força QUEREMOS MUDANÇAS,  CHEGA !!!!. Aquele ato inicial teve como justificativa o aumento nas tarifas, contudo, o que se viu é que a população queria jogar para fora o que estava preso ha tempos, ser ouvida,  gritar bem alto o sentimento de indignação com os rumos da política nacionaL. Esses gritos tremeram as bases do poder no PLANALTO CENTRAL, ECOARAM FORTEMENTE NOS BASTIDORES DA REPÚBLICA BRASILEIRA, E ASSUSTOU.

As posições defendidas pelos líderes dos movimentos (mobilizaçoes) que já atingiram todas as capitais e grande número de cidades do interior dos estados, mostram que não ha orientação ou definição político ideológica, é um movimento político/social, mas apartidario, é um sentimento novo que brota no ceio da sociedade, cansada das mazelas e exaustivamente saqueada pelo poder público. Apresenta-se como um princípio de mudança de cultura (embora alguns acreditem que seja apenas um momento e que logo logo tudo estará acabado). Discordo daqueles pensam ser um vendaval. Há muito mais a ser avaliado. Ficou claro que o perído de passividade acabou. De agora em diante os brasileiros terão uma postura diferente. Esta é a mensagem que encerra em si um insofismável desejo de mudanças, e que, não vai parar por aqui.

As tarifas de fato são demasiadamente caras face a quantidade e  qualidade do serviço oferecido. Frota, velha, nenhum conforto, ônibus lotados, demora  nas linhas, terminais inadequados, enfim, o serviço de transporte coletivo é péssimo, assim como o é outros serviços oferecidos pelo Estado (sentido lato). Então por que tanta indignação. Primeiro para mostrar que o serviço de transporte coletivo precisa mesmo melhorar, mas também para dizer que há outras áreas no rol dos serviços públicos que precisam urgentemente de melhorias, e afirmar que a população cansou de muitas promessas e poucas providências, discursos vazios, falta de atenção com os usuários, e, sobretudo, há um assunto que ecoou em voz UNÍSSONA, ABAIXO a CORRUPÇÃO!!!. Esta é a grande ferida que causou e continua a causar os males no setor publico brasileiro.

O Brasil figura entre as 10 maiores economias mundial, mas quase em primeiro lugar quando o assunto é corrupção. Estamos falando de desvios na ordem de 2% do PIB, algo assutador, são 60 bilhões de dinheiro público que escoam pelos ralos e descem sorrateiramente para o esgoto da corrupção, desaguando no bolso dos corruptos. Este é o mal a ser combatido, rechaçado veementenmente. O Brasil não se atentou para os escandalos que eclodiram  em nossa patria na última decada, não trata com seriedade os casos de corrupção, chega-se ao absurdo de um ex-Presidente da República receber denunicas claras de desvio de dinheiro público e simplesmente dizer que se trata de perseguição política. De enriquecer familiares enquanto estava no comando do país, desdizer e dar outro contexto à corrupção, relativizando as denuncias. De fato é hora de mundanças e elas só virão com a participação maciça da sociedade. É o povo quem detem o poder, os homens públicos se limitam a cumprir bem a vontade do povo num contexto legal e democrático. O estado não é propriedade de meia dúzia de salteadores, pertence a todos, e o queremos de volta.

Se desejamos ser de fato um país democrático, devemos exigir as mudanças, mais do que isso, fazer as mudanças na hora do voto. Não há, na minha ótica, nenhum instrumento mais forte do que o voto. O seu voto, o meu, do médico, do gari, do profosseor, da doméstica, do ministro, do lavador de carros, do proprio Governante, de qualquer cidadão, tem o mesmo peso, mesmo valor. É o voto quem aprova ou reprova os candidatos a cargos políticos. Portanto, cabe aos cidadãos avaliar em quem vai votar, saber como votar, não aceitar favores em troca do seu voto, pois ele (insisto, o voto) é o grande instrumento das transformações que almejamos  estamos precisando.

 

De todo modo, a sociedade clama por mudanças, um basta, chega. E certamente uma frase impressa em um jornal um dia após a mobilização nacional, diz bem o sentimento  do povo, “ O GIGANTE ACORDOU”. Os timoneiros dessa nova busca, não exitaram, exerceram e conclamaram a sociedade a execer um direito, um princípio, um comando mundial sobre o PODER E A DEMOCRACIA. “todo poder emada do povo “ art. 1º, parágrafo único da CF/88.

De tudo que vimos acontecer por consequência das mobilizações, restou evidenciado que os atuais detentores de mandatos (profissionais da política) terão muito trabalho para reelegerem-se. Não seduzirão esta sofrida sociedade com qualquer promessa, haverão de mostrar um diferecnial que os avalisem.

Finalmente, consignar a mesma idignação, reprovável  e inaceitável  a depredação de patrimônio público e privado, vandalismo, saques a lojas (crimes), agressões gratuitas, atitudes que  deturpam o verdeiro espirito das mobilizações, (estas sim democráticas e justas). Isso não é aceitável, não há direito que se firme quando passamos por cima dos direitos alheios.

Autor: José VirgílioVirgílio Dias de Sousa - Presidente do Conselho Estadual de Peidência – Vice Presidente da União Goiana dos Policiais Civis.